sábado, 6 de janeiro de 2018

"Um silêncio profundamente eloquente" - Clodoaldo de Alencar Filho – Reitor Emérito da UFS (1988-1992)




José Vieira da Cruz* 

O argumento de que o significado de uma imagem vale mais que mil palavras, expressão popular atribuída a Confúcio, conhecido filósofo chinês, nem sempre é suficiente para abstrair os conteúdos e sentidos que uma imagem contém e pode gerar.
Na foto em tela, registro o encontro com o professor Clodoaldo de Alencar Filho, Reitor Emérito da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em um café citadino de Aracaju, ocorrido ontem 05/12/2018. Frente a esse registro fotográfico e ao título atribuído, resta-me, explicar algumas dos sentidos da imagem e do encontro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Este livro é sobre a História do Brasil - Entrevista com José Vieira da Cruz


Por Eugênio Nascimento - Jornal da Cidade

 
Jornal da Cidade: O pesquisador e professor Dr. José Vieira da Cruz, atualmente vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), lançará no dia 14/11/2017, terça-feira, no horário das 17h às 20h, no Museu da Gente Sergipana, o livro “Da autonomia à resistência democrática: movimento estudantil, ensino superior e a sociedade em Sergipe, 1950-1985”.  Como o senhor descreveria a sua trajetória profissional e acadêmica?


José Vieira da Cruz: Primeiro agradeço ao espaço e a oportunidade de falar do lançamento do meu livro e um pouco de minha trajetória de vida. Nasci na cidade de Aracaju, filho de um marceneiro aposentado e de uma agricultora e dona de casa. Sou graduado em História (1998) e mestre em Sociologia (2003), ambos pela Universidade Federal de Sergipe. O doutorado (2012) foi na Universidade Federal da Bahia (UFBA), defendendo a tese, agora convertido em livro, que será lançada dia 14/11/2017, no Museu da Gente Sergipana. Profissionalmente, exerci a docência na Rede de Educação do Estado de Sergipe (1998-2013) e na Rede Municipal de Educação de Aracaju (2002-2013). Fui professor do Curso de História na UFS  e na UNIT. E, desde 2013, exerço a docência junto ao curso de História do Campus do Sertão/UFAL e junto ao Programa de Pós-graduação em História/UFAL. Sou membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE), da Academia Alagoana de Educadores (ACALE) e da Comissão de Altos Estudos do Arquivo Nacional.


Jornal da Cidade: Além da autoria do livro “Da autonomia a resistência democrática”, que outras pesquisas são de sua autoria?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Da autonomia à resistência democrática


José Vieira da Cruz*



O Brasil tem vivenciado tempos difíceis e de grandes incertezas. Nestes momentos, discutir como a sociedade, as universidades e o País superaram alguns de seus desafios pode ajudar a pensar outros horizontes e expectativas.
Imerso em torno deste propósito, o livro de nossa autoria, ?Da autonomia à resistência democrática: movimento estudantil, ensino superior e a sociedade em Sergipe, 19501985?, publicado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), discute, a partir da atuação do movimento estudantil universitário, o esforço da sociedade para criar a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Este esforço teve e tem como propósito pensar o desenvolvimento científico, humano, social e sustentável da economia local inserida no contexto nacional e global.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A História (inter)rompida da UEES



José Vieira da Cruz
(Historiador e professor da UFAL)

DOUGLAS, Rafael. Diz. 2012
As discussões sobre os 50 anos do Golpe civil-militar, ocorridas no curso deste ano, estão ocupando a agenda de muitos fóruns acadêmicos, repercutindo no mercado editorial (com a publicação de livros, coletâneas e revistas) e nas redes sociais (com postagens de notícias, filmes, documentos, charges, entre outros). A dimensão atribuída a essa repercussão, em parte, está associada aos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e de suas congêneres nos estados.
Mas, como é de conhecimento público, as ações dessas comissões centram-se apenas no estudo dos casos de violação de direitos humanos – deixando de lado outras formas de transgressões de direitos – ocorridos entre o período de vigência da Constituição de 1946, aprovada após o fim da ditadura do Estado Novo (1937-1946), e a aprovação da Constituição de 1988, incluindo o período da ditadura Civil-militar (1964-1985) e o período de transição democrática que antecede a aprovação da referida Carta Constitucional.  
Entre os direitos violados e não estudados pelas referidas comissões estão os casos de intervenção e de fechamento, por parte dessas ditaduras, de entidades da sociedade civil: partidos, sindicatos, associações, ligas camponesas, companhias de educação  (e de cultura popular) e entidades estudantis.
Neste contexto, a União Estadual dos Estudantes de Sergipe (UEES), fundada inicialmente como o nome de União dos Estudantes de Sergipe (UES), nos primeiros anos da década de 1950, congregou, até fevereiro de 1967, os estudantes universitários no estado, no período que antecede a criação da “Fundação Universidade Federal de Sergipe  (FUFS)”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A peça "Dias Felizes" o Teatro da Cultura Artística de Sergipe


 José Vieira da Cruz



No Brasil, a segunda metade do século XX foi fértil na organização de “sociedades culturais” com o intuito de apoiar apresentações artísticas ligadas à música clássica e ao teatro. Essas instituições, impulsionadas pela contribuição de seus sócios, patrocinadores e/ ou pela obtenção de alguns investimentos públicos, viabilizaram uma série de apresentações de artistas e companhias culturais nacionais, e mesmo internacionais como o Realk Ballet da dinamarca, Ballet Bolshoi, Ballet del teatro Colon de Buenos Aires, do Bollet da Ópera de Paris, do violinista Ruggiero Reci, da Ópera Rigolleto, entre inúmeros outros[5].

Sem Comissão da Verdade



José Vieira da Cruz
(Historiador e Professor da UFAL)

As discussões a respeito do período da Ditadura Civil-militar fazem parte de um passado ainda muito próximo. No Nordeste, em particular Sergipe, as experiências (de resistência) e o jogo de interesses deflagrados frente à “nova ordem política” imposta, a partir de março de 1964, foram diversos, contraditórios e, em parte dos casos, traumáticos. Em Sergipe, esses interesses e contradições revelam significados a respeito de como a sociedade tem dificuldade em lidar com esse passado, a ponto de ser um dos poucos estados do país a não possuir uma comissão (estadual da) verdade. 

domingo, 7 de julho de 2013

Emancipação política de Sergipe: uma teia de significados



Sergipe comemora mais uma emancipação política. Em deferência a essa efeméride republico  um texto sobre o assunto.
 



https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1093&bih=498&q=SERGIPE&oq=SERGIPE&gs_l=img.12...0.0.0.3174.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0....0...1ac..19.img.w5H0PfsOawU#facrc=_&imgdii=_&imgrc=dK4ygtGG8tZkfM%3A%3BBCp9SxXhILBNMM%3Bhttps%253A%252F%252Fsi0.twimg.com%252Fprofile_images%252F805905029%252Fsergipe_custom.jpg%3Bhttps%253A%252F%252Ftwitter.com%252Foguiadesergipe%3B444%3B552

José Vieira da Cruz*


Assim, como o ato de lembrar é uma forma de reconhecimento, a rememoração da emancipação política de Sergipe é uma oportunidade para avaliar a importância deste acontecimento para a história do Brasil e, particularmente, desta história a partir de Sergipe. Parafraseando Le Goff, alimentar a memória de homens e mulheres a respeito de um acontecimento histórico requer gosto, estilo, paixão, rigor e método. Embora, nem sempre seja possível reunir em uma exposição tantas qualidades, cabe, nessa oportunidade, evocar o registro do Decreto de 8 de Julho de 1820 e a teia de significados históricas que ele envolve.